Elis Regina

Considerada a maior cantora que o Brasil já ouviu, Elis Regina se eternizou na memória da música mundial. Dona de uma voz potente e interpretações avassaladoras, Elis se tornou um ícone atemporal. A JMB Show é uma das responsáveis por zelar a imagem e direitos autorais de Elis, criando projetos especiais e gerindo ações relacionadas com a cantora, como os projetos “Viva Elis” e “Elis 70”.

BIOGRAFIA

Primeira filha do casal Romeu Costa e Ercy Carvalho Costa, passou a infância com os pais e o irmão Rogério na capital gaúcha, em uma vila operária. Em 1952 – 1956 - Cursa os primeiros anos escolares no Grupo Escola Gonçalves Dias, em Porto Alegre e concilia os estudos com apresentações nas rádios gaúchas e a gravação dos primeiros álbuns. Aos 12 anos, Elis Regina participa pela primeira vez, do programa Clube do Guri, na Rádio Farroupilha, em Porto Alegre. Inicia-se, neste momento, a trajetória de uma criança estrela. Em 1958 Elis fecha seu primeiro contrato profissional com a rádio Gaúcha, para se apresentar no programa Maurício Sobrinho. Em 1960, grava o primeiro disco em 78 rotações, com as canções Da Sorte e Sonhando. No ano de 1961, lança pela Continental seu primeiro LP: “Viva a Brotolândia”.

O primeiro reconhecimento de sua grandeza vem com a coroação como “Rainha do Disco Clube”. Logo após grava seu segundo LP, Poema de Amor. Em 1963, Elis lança mais dois LPs: Elis Regina e o Bem Amado.

No mesmo dia em que as tropas militares marcharam de Juiz de Fora ao Rio de Janeiro, em 1964, para dar inicio ao golpe militar, Elis e seu pai, Romeu Costa, desembarcam no Rio de Janeiro.

Apresenta-se pela primeira vez no Litlle Clube, e no Bottle’s, no famoso Beco das Garrafas, no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, onde conhece a dupla de diretores Miele & Bôscoli e grandes músicos como Dom Salvador, Edison Machado, Luís Carlos Vinhas, Tião Neto e Chico Batera. É levada por Paulo Gracindo para a TV Rio, onde firma seu primeiro contrato carioca, com duração de seis meses. Na época, o ator tinha um programa na emissora e vislumbrou o grande potencial da jovem cantora, defendendo sua contratação. Um ano depois lança o LP “Samba eu Canto Assim”.

Com o advento dos festivais nacionais de música, Elis vence o I Festival de Música Popular Brasileira, realizado pela TV Excelsior, com a canção Arrastão, de Edu Lobo e Vinicius de Moraes. A parceria entre Elis Regina e Jair Rodrigues inicia-se nesse ano, quando fazem um show juntos no Teatro Paramount, em São Paulo e gravam, ao vivo, o LP 2 na Bossa. Com a participação de Jair, Elis estreia o programa semanal O Fino da Bossa, na TV Record, que ficou no ar por dois anos e do qual participaram grandes nomes da música popular brasileira.

Zimbo Trio, Edu Lobo, Vinicius de Moraes, Gilberto Gil e outros se tornam parceiros de Elis. A cantora firma-se como intérprete primordial da música brasileira.

No ano de 1966 Elis vai pela primeira vez à Europa, com Jair Rodrigues. Ao lado de Jair e do Zimbo Trio, apresenta-se em Angola e Portugal. Ainda no mesmo ano, participa do II Festival de Música Popular Brasileira, na TV Record, e no I Festival Internacional da Canção, na TV Globo.

O músico e produtor Ronaldo Bôscoli entra definitivamente na vida de Elis Regina, em 1967, quando, com Miele, passa a dirigir O Fino da Bossa, agora com o nome de Fino-67. Elis é uma das ativistas de uma manifestação pitoresca da história da música brasileira: a Passeata contra a Guitarra.

Aos 22 anos casa-se com o compositor e produtor musical Ronaldo Bôscoli.

Elis retorna à Europa e apresenta-se no MIDEM (Marché International do Disque et de l’édition Musicale) e no Teatro Olympia. Em passagem pela Bélgica, declara em entrevista à revista Tros-Nederland que o Brasil é governado por gorilas. Ainda em 68, vence a I Bienal do Samba, com a canção Lapinha, de Baden Powell e Paulo César Pinheiro e lança o LP Elis Especial.

Em 1969, Elis apresenta-se novamente no MIDEM. Grava os LPs Elis Regina in London e Elis e Toots, com Toots e Thielemans, que foram lançados posteriormente no Brasil. Lança o LP Elis, Como & Porque. Rompe o contrato com a TV Record e estreia o show Elis com Miele e Bôscoli.

Em 1970, Elis causa polêmica apresentando-se grávida de 7 meses na casa de shows Canecão, no Rio de Janeiro. Nasce seu primogênito, João Marcello. Mais madura como mulher e como cantora, Elis lança-se em muitos projetos a partir do início dos anos 1970 e entra em uma nova fase de sua carreira com o lançamento do LP ...Em Pleno Verão, produzido por Nelson Motta. Estreia novo show no Di Mônaco, em São Paulo. Já em 1971, assina o contrato com a TV Globo e apresenta o programa Som Livre Exportação, ao lado de Ivan Lins. Em seguida, estreia o programa mensal Elis Especial. Lança o LP Ela. O Centro de Informações do Exército recebe a entrevista concedida na Holanda e convoca Elis a prestar esclarecimentos.

Chega ao fim o casamento de cinco anos com Ronaldo Bôscoli em 1971, mesmo ano em que Elis rompe o contrato com a TV Globo. É obrigada, pela ditadura militar, a se apresentar nas Olimpíadas do Exército e a gravar um comercial para a Semana da Pátria. Estreia seu primeiro show com Cesar Camargo Mariano. A parceria com o músico transforma de forma definitiva a carreira e a interpretação de Elis Regina. Os dois se casam e permanecem juntos por nove anos.

Participa do Phono 73, festival realizado no Palácio de Convenções do Anhembi no ano de 1973, em São Paulo, entre 11 e 13 de maio, com todo o elenco da Phonogram, hoje Universal. A multinacional tinha quase todos os grandes nomes da MPB e resolveu reuni-los em um grande evento que teve também viés político, no contexto da ditadura militar. Elis Regina e Cesar Camargo Mariano realizam o Circuito Universitário. Como uma trupe mambembe, o grupo percorre cidades do interior de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Paraná.

Em 74 Elis grava, em Los Angeles (EUA), o disco Elis & Tom, com Tom Jobim. Ao lado de Elis Regina, Tom Jobim se apresenta novamente no Brasil, após um intervalo de anos sem shows. Estreia o show Elis no Teatro Maria Della Costa, em São Paulo, e lança o LP Elis.

Com seu marido e parceiro musical César Camargo Mariano, Elis funda a produtora Trama em 1975. Nasce Pedro Camargo Mariano, seu segundo filho. Estreia o show Falso Brilhante no Teatro Bandeirantes, em São Paulo, e inaugura um tipo de show absolutamente inédito no Brasil. O espetáculo alcança recordes de público e é aclamado pela crítica.

Após o sucesso da temporada do show, Elis lança o LP Falso Brilhante no ano seguinte. Em 1977 Encerra a longa temporada de Falso Brilhante e nasce Maria Rita Mariano, sua primeira filha. Ainda em 77 estreia o show Transversal do Tempo, em Porto Alegre, com direção de Aldir Blanc e Maurício Tapajós.

Funda em 1978 a Associação de Músicos e Intérpretes (ASSIM). Lança o LP Transversal do Tempo.

A União é responsabilizada pela morte do jornalista Vladimir Herzog. Primeira vitória de um processo movido contra o Estado. Samuel MacDowell, advogado de Elis desde 1977, foi o responsável pelo caso e prova que o legista Henry Shibata assinou um laudo falso.

Em 1979 a gravadora Phillips lança o disco Elis Especial sem o consentimento de Elis, com sobras de gravações anteriores. Elis neste ano lança o LP Elis, Essa Mulher. Sancionada a Lei da Anistia. A cada regresso, os exilados eram recebidos com ampla cobertura da imprensa ao som da canção O bêbado e o equilibrista, batizada como “Hino da Anistia” e ano em que realiza um espetáculo memorável no Festival de Montreux, Suíça. Estreia o show Elis, Essa Mulher.

Estreia o show Saudade do Brasil, com direção de Ademar Guerra e coreografia de Marika Gidali. No palco, entre músicos e bailarinos, 25 artistas amadores se apresentam, selecionados por meio de um anúncio de jornal. Lança os LPs Saudade do Brasil e Elis.

Separa-se de César Camargo Mariano em 1981 e estreia o show Trem Azul. Começa a namorar o advogado Samuel MacDowell.

Morre aos 36 anos em 1982, na cidade de São Paulo, em 19 de janeiro. Henry Shibata foi o legista de Elis.

Eternamente – Elis Regina permanece viva na memória musical e afetiva do Brasil e, ainda hoje, é considerada a maior cantora brasileira de todos os tempos e um ícone popular contemporâneo. Os compositores interpretados por ela seguem reafirmando sua imensa admiração. Viva Elis!


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